Portal atualizado em: 4 de agosto de 2021 às 16:35h

Raízes, verduras, legumes, frutas, bolos e tapiocas garantem o sustento de mais de dez famílias de pequenos agricultores de Sapé, que todas as sextas-feiras, vendem seus produtos diretamente à população, sem qualquer atravessador. No dia do Trabalhador Rural, celebrado nesta terça-feira (25), a Prefeitura de Sapé valoriza a produção desse tipo de alimento, incentiva a compra direta e enaltece o resultado do esforço desses sapeenses: comida saudável à disposição do povo.

Além de serem vendidos pelo próprio produtor, os alimentos comercializados pelas associações têm outro diferencial: não possuem agrotóxicos, sendo mais saudáveis e nutritivos, e colaborando para a preservação do meio ambiente.

Em Sapé, os trabalhadores estão divididos em dois grupos, que somam 11 famílias que fazem da produção rural a garantia da renda. Com a ocupação, os núcleos perpetuam a tradição da cidade.

A Central de Beneficiamento e Comercialização da Agricultura Familiar e Economia Solidária (CBCafs) fica localizada na Rodovia 073, entre as cidades de Sapé e Mari. Os alimentos, ofertados pela Associação, são produzidos por três famílias. Já no Centro de Sapé, em frente à Igreja Matriz, a Feira Agroecológica também acontece nas sextas e conta com oito famílias, que integram a Associação dos Agricultores e Agricultoras da Várzea Paraibana (Ecovárzea).

Prefeito do município, Major Sidnei ressalta que a gestão tem buscado incentivar a agricultura familiar para desenvolver ainda mais essa área do município e garantir a geração de emprego e renda desses trabalhadores. “Os produtores têm um papel fundamental de prover o alimento e ajudar no crescimento econômico de nossa cidade. É nosso objetivo fortalecer esse tipo de produção agrícola, empoderar essas famílias, de modo que não precisem deixar a atividade no campo e ainda preservem essa tradição em nossa cidade”, ressaltou.

Dessa forma, os grupos têm o apoio da Prefeitura de Sapé. A Secretaria de Agricultura e Pesca presta suporte logístico e técnico, enquanto a Secretaria de Desenvolvimento Social compra desses pequenos produtores para distribuir cestas de alimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

As vendas de produtos orgânicos no varejo aumentaram à média de 11% entre 2000 e 2017. Nesse mesmo período, a área dedicada a esse tipo de cultivo no mundo cresceu a uma média anual de 10%. O Brasil situava-se em 12º lugar entre os 20 países com as maiores áreas de produção orgânica em 2017. É o maior produtor de arroz orgânico da América Latina, com mais de 27 mil toneladas anuais, lidera a produção mundial de açúcar orgânico e é o país com mais colmeias (quase 900 mil). O número de produtores, em torno de 253 mil em todo o mundo no ano 2000, chegou a quase 2,9 milhões em 2017.

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